é sempre a mesma mania, querer demais 16/10/2010
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quando a mente está submersa em pensamentos diversos, o desejo é a calmaria. mas o problema de fato existe quando a calmaria se instala.
não ter um desejo certo, uma vontade definida, um plano traçado. isso é pior, muito pior.
a cabeça quieta, a espinha ereta nem sempre são sinais de um coração tranquilo. a aflição sabe se esconder muito bem.
cevada 28/11/2009
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há seis anos atrás, eu entrei na faculdade. era mais magra, usava aparelho, tinha os cabelos vermelhos e odiava um monte de coisas.
duas coisas que eu não admirava: o jornalismo e a cerveja.
há dois anos eu sou jornalista. por incrível que pareça, levei até o fim o curso que em nada me encantava. sempre fui acomodada e o acaso do destino me fez acomodar no jornalismo.
meu sonho era fazer rádio e tv. participar de produções de produtos de todos os tipos. fazer um trabalho sem que fosse vista era a minha maior vontade.
o anonimato não é parceiro de minha figura. eu sempre acho que pessoas baixinhas não passam desapercebidas. ainda mais uma baixinha rabiscada misturada em um mundo de patricinhas. mas eu o buscava.
a faculdade de jornalismo foi o meu destino. e entre uma aula e outra o boteco foi o meu parceiro. nessas visitas aos bares eu percebi, mais uma vez, a diferença. entre tantos copos de cerveja eu era a única que sempre apelava para as bebidas quentes.
isso não era nada legal. eu ficava louca mais rápido e minha parcela da conta era sempre maior. foi aí que, aos poucos, eu fui tomando gosto pela cevada. engraçado como hoje eu relaciono esse caminho com o descobrimento do jornalismo.
sei que hoje, eu não me sinto apta a escrever sem ter um copo de cerveja por perto. existem aqueles que julgam alcoolismo, mas eu.. nem ligo!
existem coisas que só são apreciadas com aprendizado. cerveja e jornalismo são duas dessas.
o engano 15/10/2009
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E daí que o mundo concreto da certeza é rachado, caem mil pedacinhos de desilusão e o que se tem é sofrimento. A realidade é cruel, machuca, fere e destrói qualquer grão de amor próprio.
Como pode se jogar ao vento tantas palavras compostas de sentimentos e solidificadas por atos construídos milimetricamente? Como olhar ao seu redor e não crer mais em nenhuma vírgula?
O sentimento é auto destrutivo. Você, em qualquer atitude, se anula e se questiona. Não vê sentido em optar pela linha reta e obscura, mas também não deseja arriscar a meia volta cinzenta.
O que você fez? O que deixou de fazer? Cedeu além ou menos do que deveria?
Dói. Dói muito além do coração. Faz doer a mente por lhe torturar todos os dias questionando a atitude correta ou incorreta.
Pensar no que passou, imaginar o que não se viveu o que não se viu. Desenhar com os olhos fechados aquilo que te faz sofrer.
Incerteza do próprio engano. A certeza do engano alheio… O que pode ser pior quando se seguia de olhos vendados, seguramente, uma trilha que desenhava uma vida?
o caminho 18/09/2009
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é feito de escolhas e pode ter dois cortejos: um retilíneo, outro tortuoso. embora existam obstáculos o caminho é uma escolha. a escolha pode ser uma vontade ou apenas uma aceitação. de qualquer forma o caminho se torna parte de você, da sua vida e carrega a sua história.
ainda que o caminho ainda não tenha um ponto de chegada, você se alimenta dos passos que dá e nutre, cada dia, um pouco de um sonho. sonhos se constroem, não se idealizam. sonho é uma ação. você sente vontade de construir e faz o possível para o tornar concreto. ainda que o abstrato seja apaixonante aos olhos.
por carregarem parte da sua essência e se moldarem ao que você é, torna-se difícil e até frustrante enxergar os sonhos como uma piada.
abstrair o que outros dizem do que é seu, talvez, seja o único sonho que não possa, ainda, tornar-se realidade.
Ultimamente, as vezes que. 16/09/2009
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Ultimamente os peixinhos do aquário eram os meus melhores amigos. A vida é difícil. A minha, usando aquele velho jargão do “poderia ser pior”, até que é fácil, confortável e segue com a maré. Mas afinal: se eu não posso nem reclamar da minha vida, com tanta obrigação que tenho, o que de fato posso fazer? Sim. Resmungo muito. Mas… Ultimamente, ao contrário do que diz o boy, eu ando muito alegre e sorridente.
Nunca fiz questão de ser simpática, de distribuir sorrisos ou respirar até dez para dar uma resposta agradável. Minha carranca sempre esteve fechada, os meus anos de aparelho ortodôndico não foram à toa e eu não tenho a mínima paciência com gente burra ou preguiçosa (embora eu seja, muitas vezes). Mas afinal eu sou eu e o resto é o resto, assim sempre foi.
Não sei quando nem o motivo de ser assim. Sei que sou e acho graça nisso.
Mas, de novo o mas, este ano tem sido diferente. Lidar constantemente com situações adversas me fez abstrair os resmungos e perceber que a vida é assim mesmo. Uma rasteira daqui, uma banda de lá, um tropeço acolá. E… O que há de se fazer? Viver, é o jeito. Quem mandou nascer e ficar velha?! A vida fora dos seriados é mesmo bem mais alucinante e surpreendente.
Às vezes me pego tendo atitudes diferentes. Ponderar, sorrir, responder educadamente, respirar e seguir. Nas mínimas e nas máximas coisas do dia a dia, algumas coisas tem mudado. (Inclusive essa nova ortografia, que eu ainda não me adaptei).
Essa é a hora, o momento que faltava. A tal avaliação que fazemos da vida, do que a vida fez de nós.. Essas coisas tipo hippies new age. Detesto isso, mas às vezes a gente se entrega ao piegas.
Hoje percebo que os problemas que estão em mim são só meus e o mundo não nada a ver com isso. De vez em quando até tem. E aí entram aquelas atitudes inesperadas de desconhecidos, com gestos de humanidade que lhe fazem esquecer o canibalismo do mundo corporativo. Você sorri, agradece de verdade como se fosse um amigo e segue a vida. E assim vai….
Não sei se sou eu ou se a vida me fez assim. Não sei se estou velha ou amadureci. Sei que ultimamente, às vezes dá vontade de dizer.
inércia 30/07/2009
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é como se todo o ar ficasse parado, preso exatamente no local que faz o coração se sentir sufocado. faz parecer que as emoções estão borbulhando e não conseguem exalar os sentimentos.
angústia, sem ao menos saber o motivo que a trouxe até aqui.
as pistas para desvendar o mistério estão por toda parte. só não sei definir o verdadeiro estado emocional.
esse é o pior estágio da confusão mental. aquele que não se sabe para qual lado ir, com quem falar, o que pode ser dito. sentir tudo, ao mesmo tempo, agora e não conseguir traçar o caminho para absorver e seguir.
um vulcão e ainda assim, estático. como todos os vulcões adormecidos, temo o estrago que pode ser feito quando a erupção começar.
a todo momento faço questão de me convencer que sou forte e que tudo é apenas motivo de reflexão. só não sei até quando a minha arte da enganação irá durar.
tudo o que eu mais queria agora era estar sentada na beira de uma praia, mesmo não gostando de areia e água salgada. ouvir somente o barulho das ondas e não dar atenção aos questionamentos que se embaralham na minha cabeça.
inércia pura e completa, esse é o meu desejo.
simples assim 05/07/2009
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embora eu aprecie os momentos que passo sozinha, há dias que precisamos estar em grupo.
outras vozes, que não a da sua própria cabeça, são capazes de aliviar qualquer momento de afliação.
estar com amigos, companheiros, parceiros, aliados é algo que alivia a alma. não precisa ser um evento megaplanejado, precisa apenas ter com quem contar.
simples assim.
cultura imbecil 03/07/2009
Posted by lamah in cotidiano, indgna ação, pessoas.add a comment
posso ser hostilizada por escrever as seguintes linhas. mas ninguém, além de eu mesma, lê esse blog mesmo…
ontem, dia 01 de julho de 2009, aconteceu a final da Copa do Brasil. A fase final composta de dois jogos, teve o dia D no estádio Beira Rio, em Porto Alegre-RS.
como corinthiana e paulista eu deveria escrever sobre a vitória do Timão ou sobre o orgulho de ter nascido e registrado em minha certidão de nascimento que vim do estado de SP.
mas hoje, somente hoje, eu decidi escrever sobre outro fato. ainda que pareça o que eu diga pareça estar em desalinho com o parágrafo anterior.
lendo o blog do repórter Felipe Andreoli, que trabalha no programa semanal CQC, eu tive a confirmação de um raciocínio que, por vezes, julguei preconceituoso.
o citado repórter esteve na noite de ontem, cobrindo o evento e, segundo seus relatos, antes mesmo de começar a gravar, foi agredido por torcedores entitulados Colorados. Os Colorados, são aqueles que vestem a camisa do Internacional, time de futebol proviniente do estado do Rio Grande do Sul.
que futebol é, certas vezes, cercado de idiotas todos nós já sabemos. e também nos pegamos proferindo comentários banais, como qualquer torcedor apaixonado. nisso eu me incluo, ontem foi o dia em que mais falei palavrões em minha vida, talvez não tanto quanto o dia que roubaram o meu carro.. mas isso é outro fato.
torcer para um time, de coração, nos deixa bobos e às vezes, imbecis. tudo depende do momento. bobos e imbecis há aos montes, mas há um número desconhecido daqueles que não conseguem dimensionar o tamanho das atitudes atreladas aos adjetivos.
eu poderia escrever sobre a pancadaria gratuita fora de campo, com a equipe do CQC, ou dentro de campo, com os jogadores exaltados dos dois times.
mas não, prefiro escrever sobre a barbaridade (e não é que a palavra é adequada?) que o repórter Felipe Andreoli divulgou sobre os comentários feitos sobre o relato da agressão sofrida por ele.
os comentários se baseiam somente na cultura disseminada na parte sul do país. obviamente eu não vou condenar o estado inteiro. toda regra tem sua excessão e essa não será diferente.
escrevo essas linhas somente por já ter compartilhado o convívio com muitos e muitos cidadãos do sul. pra quem não sabe, sou filha de militar, moro em brasília e por muitos anos vivi em uma vila militar. inexplicavelmente brasília e suas vilas militares são sedes de uma grande e imensa camada de gaúchos. e eles, ou parte deles, ao menos a maioria que convivi, imagina que o Rio Grande do Sul é um país. um país que não necessariamente precisa estar separado do Brasil para ser maior e melhor do que todos os outros estados que compõe a chamada Terra Basilis.
não sei o que acontece. não sei se existe uma matéria agregada ao currículo escolar. não sei se as músicas regionais incitam um movimento regionalista. de fato, eu não sei.
o que sei é que esse tipo de raciocínio é digno de asco. mas ainda assim ele se propaga.
sei que os comentários que li no post do repórter comprovam o meu pensamento. quiçá até o pioram.
a repulssa por esse tipo de cultura de imbecilidade é tanta que me fez vir aqui, gastar preciosos minutos de minha hora pós trabalho, pra registrar o que senti.
melhora alguma coisa? não. eu sei que não. mas quem sabe, somatize o que outras pessoas, que não eu, digam por aí em situações envolvendo tal cidadãos eminentes daquela região do país.
ainda que pareça ridículo eu perder o meu tempo pra escrever sobre isso, acho válida a perda. quem sabe um dia, que eu não esteja mais aqui para ler, atitudes como essa possam não mais existir. quem sabe, no mínimo serem mais consideradas e não classificadas como pensamentos preconceituosos de outros transeuntes desse mundão. mundão aquele que com certeza não é o mesmo que o dos pampas. afinal eles são intergaláticos e não apenas interplanetários…
não entenda quem não for capaz… 07/06/2009
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quero me perder no meio de onde eu não conheço, pois o que vi e vejo não me agrada.
em que lugar estará a força que dizia ter aos 17 anos de idade? um dia eu a encontrarei ou não passa de ilusão?
são tantas coisas expurgadas da alma, com tanta vontadade e com tanta objetividade… mas parece só um ato, no fundo tudo se perdeu no tempo, no vento.
abraçar o mundo? eu mal consigo abraçar meus deveres, mal e porcamente alcanço um ou outro objetivo… o mundo eu vou precisar de uma bela equipe de cooperação.
isso dói, enfraquece… mas não me abala. o melancólio me faz perceber a vida. e não entenda quem não for capaz..
humanos 29/05/2009
Posted by lamah in cotidiano, pessoas.add a comment
O relacionamento humano é de fato complicado. Seja hierárquico, seja amoroso, seja de amizade. Sempre, sempre vai, um dia, haver um tremor.
Entender os motivos pelos quais as relações se abalam, definitivamente deixou de fazer parte da minha lista de prioridades. Mas não deixo de comentar a estranheza envolta ao convívio.
Por mais que se argumente, os fatos nunca são bons nem claros o suficiente. Isso sim é o que preocupa. A troca de ideias existe pra que se chegue em um ponto comum, mas acho que a pista anda muito nebulosa ultimamente.
Alguém sempre tem de estar certo e outro errado. Incrivelmente as relações são assim…
Tenho perdido as esperanças. Não sei se espero demais mas, no momento, tenho a certeza de que ainda não enlouqueci… Por isso penso que as pessoas não se esforcem pra que exista um convívio saudável e pacífico, diria até prazerozo.
Isso desanima, muito.