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simples assim

05/07/2009

embora eu aprecie os momentos que passo sozinha, há dias que precisamos estar em grupo.

outras vozes, que não a da sua própria cabeça, são capazes de aliviar qualquer momento de afliação.

estar com amigos, companheiros, parceiros, aliados é algo que alivia a alma. não precisa ser um evento megaplanejado, precisa apenas ter com quem contar.

simples assim.

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cultura imbecil

03/07/2009

posso ser hostilizada por escrever as seguintes linhas. mas ninguém, além de eu mesma, lê esse blog mesmo…

ontem, dia 01 de julho de 2009, aconteceu a final da Copa do Brasil. A fase final composta de dois jogos, teve o dia D no estádio Beira Rio, em Porto Alegre-RS.

como corinthiana e paulista eu deveria escrever sobre a vitória do Timão ou sobre o orgulho de ter nascido e registrado em minha certidão de nascimento que vim do estado de SP.

mas hoje, somente hoje, eu decidi escrever sobre outro fato. ainda que pareça o que eu diga pareça estar em desalinho com o parágrafo anterior.

lendo o blog do repórter Felipe Andreoli, que trabalha no programa semanal CQC, eu tive a confirmação de um raciocínio que, por vezes, julguei preconceituoso.

o citado repórter esteve na noite de ontem, cobrindo o evento e, segundo seus relatos, antes mesmo de começar a gravar, foi agredido por torcedores entitulados Colorados. Os Colorados, são aqueles que vestem a camisa do Internacional, time de futebol proviniente do estado do Rio Grande do Sul.

que futebol é, certas vezes, cercado de idiotas todos nós já sabemos. e também nos pegamos proferindo comentários banais, como qualquer torcedor apaixonado. nisso eu me incluo, ontem foi o dia em que mais falei palavrões em minha vida, talvez não tanto quanto o dia que roubaram o meu carro.. mas isso é outro fato.

torcer para um time, de coração, nos deixa bobos e às vezes, imbecis. tudo depende do momento. bobos e imbecis há aos montes, mas há um número desconhecido daqueles que não conseguem dimensionar o tamanho das atitudes atreladas aos adjetivos.

eu poderia escrever sobre a pancadaria gratuita fora de campo, com a equipe do CQC, ou dentro de campo, com os jogadores exaltados dos dois times.

mas não, prefiro escrever sobre a barbaridade (e não é que a palavra é adequada?) que o repórter Felipe Andreoli divulgou sobre os comentários feitos sobre o relato da agressão sofrida por ele.

os comentários se baseiam somente na cultura disseminada na parte sul do país. obviamente eu não vou condenar o estado inteiro. toda regra tem sua excessão e essa não será diferente.

escrevo essas linhas somente por já ter compartilhado o convívio com muitos e muitos cidadãos do sul. pra quem não sabe, sou filha de militar, moro em brasília e por muitos anos vivi em uma vila militar. inexplicavelmente brasília e suas vilas militares são sedes de uma grande e imensa camada de gaúchos. e eles, ou parte deles, ao menos a maioria que convivi, imagina que o Rio Grande do Sul é um país. um país que não necessariamente precisa estar separado do Brasil para ser maior e melhor do que todos os outros estados que compõe a chamada Terra Basilis.

não sei o que acontece. não sei se existe uma matéria agregada ao currículo escolar. não sei se as músicas regionais incitam um movimento regionalista. de fato, eu não sei.

o que sei é que esse tipo de raciocínio é digno de asco. mas ainda assim ele se propaga.

sei que os comentários que li no post do repórter comprovam o meu pensamento. quiçá até o pioram.

a repulssa por esse tipo de cultura de imbecilidade é tanta que me fez vir aqui, gastar preciosos minutos de minha hora pós trabalho, pra registrar o que senti.

melhora alguma coisa? não. eu sei que não. mas quem sabe, somatize o que outras pessoas, que não eu, digam por aí em situações envolvendo tal cidadãos eminentes daquela região do país.

ainda que pareça ridículo eu perder o meu tempo pra escrever sobre isso, acho válida a perda. quem sabe um dia, que eu não esteja mais aqui para ler, atitudes como essa possam não mais existir. quem sabe, no mínimo serem mais consideradas e não classificadas como pensamentos preconceituosos de outros transeuntes desse mundão. mundão aquele que com certeza não é o mesmo que o dos pampas. afinal eles são intergaláticos e não apenas interplanetários…

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não entenda quem não for capaz…

07/06/2009

quero me perder no meio de onde eu não conheço, pois o que vi e vejo não me agrada.

em que lugar estará a força que dizia ter aos 17 anos de idade? um dia eu a encontrarei ou não passa de ilusão?

são tantas coisas expurgadas da alma, com tanta vontadade e com tanta objetividade… mas parece só um ato, no fundo tudo se perdeu no tempo, no vento.

abraçar o mundo? eu mal consigo abraçar meus deveres, mal e porcamente alcanço um ou outro objetivo… o mundo eu vou precisar de uma bela equipe de cooperação.

isso dói, enfraquece… mas não me abala. o melancólio me faz perceber a vida. e não entenda quem não for capaz..

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humanos

29/05/2009

O relacionamento humano é de fato complicado. Seja hierárquico, seja amoroso, seja de amizade. Sempre, sempre vai, um dia, haver um tremor.

Entender os motivos pelos quais as relações se abalam, definitivamente deixou de fazer parte da minha lista de prioridades. Mas não deixo de comentar a estranheza envolta ao convívio.

Por mais que se argumente, os fatos nunca são bons nem claros o suficiente. Isso sim é o que preocupa. A troca de ideias existe pra que se chegue em um ponto comum, mas acho que a pista anda muito nebulosa ultimamente.

Alguém sempre tem de estar certo e outro errado. Incrivelmente as relações são assim…

Tenho perdido as esperanças. Não sei se espero demais mas, no momento, tenho a certeza de que ainda não enlouqueci… Por isso penso que as pessoas não se esforcem pra que exista um convívio saudável e pacífico, diria até prazerozo.

Isso desanima, muito.

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paciência

21/05/2009

creio que esse tem sido o produto que mais falta em meu estoque.

sinceramente creio que minhas considerações acerca do que eu estou inserida, não são em vão, nem tampouco sem fundamento.

mas devo estar errada. pelo menos é o que tentam me fazer entender…

o verbo é no plural, mas a ação é no singular. de quem eu mais espero, a compreensão nunca vem.

das duas uma: ou eu sou louca, ou não sei me comunicar. algo extramamente perigoso para a carreira descrita em minha carteira profissional.

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Um dia eu aprendo…

09/05/2009

Um dia eu aprendo que não adianta apenas expor fatos. O ponto crucial é gerar a reflexão.

E isso eu ainda não consigo.

Conto histórias muito bem, detalho o antes, o durante e o depois.  É assim que conto para os outros como algo aconteceu. Mas quando se trata de coisas particulares, o trem descarrilha…

Talvez a multiplicidade de eus torne tudo mais difícil. Ser uma só, o tempo todo, poderia me ajudar. Mas não funciona assim…

Ceder em prol de um benefício individual ou coletivo, não anda sendo a minha fórmula de sucesso.

As minhas angústias não cessam, não desaparecem… Mesmo meu pai dizendo a vida toda que o importante é encostar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila, eu não colho resultados esperados com isso.

Moldar situações de convívio não traz o sossego no peito, que tanto quero e espero.

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29/04/2009

E aí que de repente alguém te diz coisas que você não esperava.  O conteúdo não é novidade, a maneira e o momento é que lhe embasbacam.

Delimitar o limite. Esse é o problema.

Impor o espaço. Essa é a ação.

Camaradagem demais gera abuso de confiança.

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cinzento

26/04/2009

Esse é um ano novo, de fato. Realmente depois do dia 31 de dezembro muitas coisas mudaram.

09 tem sido diferente de todos os outros. Mudança, muita mudança.

Difícil é assimilar tudo isso e digerir o que é conhecimento, experiência. Por vezes essa é a dúvida que paira…

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constatação

25/04/2009

Cá estou, mais uma vez, em uma nova tentativa de fazer disso um lugar aproveitado.

Escrevi poucas vezes aqui e mesmo assim decidi apagar tudo e recomeçar.

Recomeçar não é o verbo do momento, mas quem sabe seja um caminho melhor.

Ultimamente o verbo é sobreviver. Aos dias, ao convívio, ao trabalho, ao estudo… Momentos tensos e de muitas informações se debatendo em minha cabeça.

Talvez seja mesmo o recomeço, pois é assim que os textos fluem.